Suíno vivo valoriza e poder de compra do suinocultor paulista volta a subir em outubro
Depois de três meses de queda, a relação de troca melhorou com a alta do animal, o farelo de soja subindo menos e o milho mais barato, segundo o Cepea.

Depois de três meses seguidos de queda, o poder de compra do suinocultor paulista voltou a melhorar na primeira quinzena de outubro. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP), três fatores explicam a recuperação: o suíno vivo valorizou com força, o farelo de soja subiu menos e o milho ficou mais barato.
Animal sobe mais que a ração
Milho e farelo de soja são a base da alimentação dos suínos e respondem pela maior parte do custo de produção. Com o animal se valorizando mais rápido que esses insumos, cada quilo de suíno vendido compra mais ração. É o que o mercado chama de melhora na relação de troca.
Consumo aquecido e animais mais leves
Pesquisadores do Cepea relatam que as famílias estão comprando mais carne suína. Com isso, a indústria passou a procurar mais lotes de animais para abate, o que sustenta as cotações.
Os produtores também mudaram a estratégia para enfrentar o excesso de oferta. Nas últimas semanas, passaram a abater os animais com peso médio menor, o que reduz a quantidade de carne produzida por cabeça. Segundo o Cepea, isso ajudou a segurar a oferta e tem fortalecido os preços do suíno vivo desde setembro.
Com o animal mais valorizado e os insumos sob controle, o saldo parcial de outubro é favorável ao suinocultor de São Paulo, depois de um terceiro trimestre de margens apertadas.
Fonte: Portal Agrolink (Seane Lennon, 15/10/2026), com dados do Cepea. Texto reescrito pela redação do Pecuária Agora.
