Margem da cria cai 4,5% em Mato Grosso no 3º trimestre, mas segue acima de 2025
Imea e Senar-MT apontam margem de R$ 8,60/kg, com custo operacional maior e bezerro mais barato. Na comparação anual, ganho é de 24%.
A rentabilidade da pecuária de cria em Mato Grosso caiu no terceiro trimestre de 2026. Segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) com o Senar-MT, a margem do produtor recuou 4,55%, de R$ 9,02 para R$ 8,60 por quilo.
Custos sobem, bezerro cai
O Custo Operacional Efetivo (COE) chegou a R$ 6,87/kg, 1,11% acima do segundo trimestre. No mesmo período, o preço do bezerro de ano caiu 2,12%, o que reduziu a folga entre receita e despesa.
Os itens que mais pesaram foram:
- manejo sanitário e reprodutivo: alta de 16,80%;
- compra de animais: alta de 5,31%.
Na comparação anual, cenário é melhor
Mesmo com a queda no trimestre, a cria está em situação melhor do que em 2025. Na comparação com a média do ano passado, o bezerro acumula valorização de 16,82%, contra alta de 8,53% no custo operacional. Com isso, a margem atual está 24,39% acima dos R$ 6,92/kg de 2025.
Segundo o Imea, a valorização do bezerro reflete a menor oferta de animais para reposição, fator que continua favorecendo a receita de quem trabalha com cria.
Fonte: Pecuária.com.br (20/10/2026), com dados do Imea e do Senar-MT. Texto reescrito pela redação do Pecuária Agora.
Imagem de destaque: Vaca zebuína com bezerro ao lado em pastagem. Foto: Jrfurlan13, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Imagem ilustrativa, não registrada no local dos fatos.
