Só 7,7% dos confinamentos têm cobertura total nas baias, mostra Confina Brasil
Levantamento da Scot Consultoria em 184 propriedades mostra baixa adoção de sombra. Estudo da Unesp indica 8,5 kg a mais de carcaça com sombreamento.
A sombra ainda é rara nos confinamentos brasileiros. Só 7,7% das unidades visitadas pelo projeto Confina Brasil tinham cobertura total nas baias, e 18,2% ofereciam sombra parcial. O levantamento da Scot Consultoria percorreu 184 propriedades em 15 estados e foi divulgado em 19 de outubro.
Outras práticas avaliadas
- sistema de drenagem: 86,2% das unidades;
- treinamento da equipe em bem-estar animal: 73,4%;
- alguma estratégia de controle de poeira: 56,3%.
Quanto a sombra pode render
Um estudo separado da Unesp, com 800 bovinos, ajuda a medir o efeito. Os animais em currais com sombra ganharam em média 1,7 kg por dia, contra 1,6 kg dos que ficaram sem cobertura. A carcaça quente pesou em média 326,5 kg no grupo com sombra e 318 kg no outro, uma diferença de 8,5 kg por animal.
A Scot faz a ressalva de que esse ganho não é garantido em todo confinamento, porque o efeito depende das condições de cada sistema. Água limpa, espaço adequado, boa drenagem e manejo tranquilo também influenciam o consumo, a saúde e a eficiência dos animais.
No vídeo acima, o Canal Terraviva mostra os efeitos da sombra no bem-estar dos bovinos.
Fonte: Pecuária.com.br (19/10/2026), com dados da Scot Consultoria e da Unesp. Texto reescrito pela redação do Pecuária Agora.
Imagem de destaque: Bovinos em curral de confinamento sob céu aberto. Foto: Quintin Soloviev, via Wikimedia Commons (CC0). Imagem ilustrativa, não registrada no local dos fatos.
Vídeo: Canal Terraviva, incorporado do YouTube. Todos os direitos reservados ao canal.
