Sudão abre mercado para carnes e genética bovina do Brasil; outros seis países liberam produtos
Autorização sudanesa inclui bovinos e búfalos para reprodução e embriões. Marrocos liberou búfalos vivos para abate.
O Sudão autorizou a entrada de novos produtos agropecuários brasileiros. A lista inclui carnes, produtos cárneos e miúdos de bovinos, aves e caprinos. Também foram liberados bovinos e búfalos para reprodução, além de embriões bovinos e bubalinos produzidos por diferentes técnicas.
A abertura foi anunciada em 21 de outubro pelos ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores, depois de comunicado da autoridade sanitária sudanesa. A medida interessa tanto a frigoríficos quanto a empresas de genética animal.
Autorização não é venda garantida
A liberação sanitária é um passo necessário, mas não significa contratos fechados nem embarques. Volumes e valores vão depender da demanda, da logística e das negociações comerciais. Para a pecuária brasileira, o novo mercado reforça a estratégia de diversificar destinos num momento de incerteza com cotas e restrições em grandes importadores.
Mais seis aberturas
Pouco depois, o governo informou novas autorizações em outros seis países. Entre as de interesse da pecuária:
- Marrocos: búfalos vivos para abate;
- Peru: couro equino (além de sementes de feijão-mungo e coentro);
- Quênia: ingredientes hemoderivados e palatabilizantes sem proteína de ruminantes para alimentação animal;
- Singapura: soro fetal bovino, usado em pesquisa e desenvolvimento;
- Egito: aves ornamentais;
- Argentina: sementes de crotalária.
Fontes: Pecuária.com.br (22/10/2026) e Agrolink (26/10/2026), com informações do Mapa e do Itamaraty. Texto reescrito pela redação do Pecuária Agora.
Imagem de destaque: Bovino da raça Gir em curral. Foto: Rivadavia.vila, via Wikimedia Commons (CC0). Imagem ilustrativa, não registrada no local dos fatos.
