USDA prevê segundo ano seguido de queda na produção de carne bovina do Brasil em 2027
Projeção é de 11,95 milhões de toneladas equivalente carcaça, 1,65% abaixo de 2026. Mesmo assim, o país segue como maior produtor mundial.
A produção de carne bovina do Brasil deve cair pelo segundo ano seguido em 2027, segundo projeções do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgadas pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Mesmo assim, o país continuará sendo o maior produtor do mundo.
Os números
- 2027: 11,95 milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC), 1,65% menos que em 2026.
- 2026: revisado para 12,15 milhões de TEC, corte de 1,78% sobre a estimativa anterior e queda de 3,61% em relação a 2025.
Por que a produção cai
A explicação está na virada do ciclo pecuário. Com preços melhores, os pecuaristas seguram mais matrizes para recompor o rebanho. Com isso, menos fêmeas vão para o abate e a oferta de carne diminui.
Ranking mundial
O Brasil deve responder por 20,18% da carne bovina produzida no mundo em 2026 e por 19,91% em 2027. Os Estados Unidos seguem em segundo lugar, com 11,24 milhões de toneladas previstas para 2027 (queda de 0,50%), o que diminui a distância entre os dois líderes. Em seguida vêm China (6,75 milhões de t), União Europeia (6,30 milhões de t) e Índia (5 milhões de t).
Com Brasil e EUA produzindo menos, a oferta global também recua: o USDA estima 60,03 milhões de toneladas em 2027, 0,32% a menos que em 2026.
Fonte: Pecuária.com.br (20/10/2026), com dados do USDA e do Imea. Texto reescrito pela redação do Pecuária Agora.
Imagem de destaque: Gado Nelore pastando em área de pastagem com morros ao fundo. Foto: Carlos Ebert, via Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Imagem ilustrativa, não registrada no local dos fatos.
