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Paraná soma 667 medalhas com queijos em seis anos e vê a regularização valorizar o produto

Assistência técnica do IDR-Paraná, do manejo do rebanho à formalização da queijaria, está por trás dos prêmios. Em um caso, o quilo do queijo passou de R$ 40 para R$ 55.

Por GuilhermedaPorteira · 21/10/2026 21:30
Paraná soma 667 medalhas com queijos em seis anos e vê a regularização valorizar o produto
Vaca leiteira da raça Holandesa em pasto verde, vista de perto
Vaca Holandesa. Foto: Verum, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Os queijos do Paraná conquistaram 667 medalhas em concursos nacionais e internacionais nos últimos seis anos. Segundo o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), boa parte desse resultado vem da assistência técnica aos produtores, que começa no manejo do rebanho e na qualidade do leite e vai até a regularização das queijarias.

Destaque no “Oscar dos Queijos”

O World Cheese Awards, organizado pela entidade britânica Guild of Fine Food, é considerado a maior competição mundial dedicada só a queijos. Na edição de novembro de 2025, em Berna (Suíça), especialistas de mais de 50 países avaliaram mais de 5 mil produtos. Três queijos de Toledo, no Oeste paranaense, foram premiados: Abaporu, Saint Marcellin e Garoa Tropical. Todos foram desenvolvidos em parceria entre o IDR-Paraná e o Biopark.

Em 2024, outro queijo da cidade, o Passionata, ficou em nono lugar entre os dez melhores do mundo e foi o único latino-americano na categoria Super Ouro. Feito com leite de vaca pasteurizado, ele tem a coalhada lavada com infusão de maracujá e a casca decorada com flores comestíveis. Em abril de 2026, o Passionata também ficou em terceiro lugar no Mundial do Queijo do Brasil, em São Paulo.

Medalhas espalhadas pelo estado

No Prêmio Queijos do Brasil, o estado acumula as 667 medalhas ao longo de seis edições. Só em 2026 foram 272, de produtores de várias regiões, como Curitiba, Toledo, Ponta Grossa, Cascavel e Francisco Beltrão. No Mundial do Queijo do Brasil de 2026, 43 dos 198 produtos lácteos paranaenses inscritos foram premiados.

Formalização aumenta o preço

Em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, a produtora Janete do Rocio Fila regularizou sua queijaria com apoio do Programa Agroindústria. O quilo do queijo, antes vendido por cerca de R$ 40, passou a valer aproximadamente R$ 55. Em Tomazina, no Norte Pioneiro, a Queijaria Vovó Zaine recebeu orientação sobre pastagens, nutrição animal e adequação sanitária. Hoje a família vive só da venda dos queijos.

O movimento também aparece nos números oficiais. Segundo a Adapar, as agroindústrias habilitadas no Susaf-PR para vender produtos de origem animal passaram de 55, em dezembro de 2023, para 173, em maio de 2026. Nos últimos três anos, foram abertas 30 novas queijarias no estado.


Fonte: Portal Agrolink (Seane Lennon, 15/10/2026), com dados do IDR-Paraná e da Adapar. Texto reescrito pela redação do Pecuária Agora.

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